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Postal de Natal: Físico ou Digital?

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Enquanto comemos os doces do nosso calendário de advento e cismamos na azáfama que é a época de Natal, somos assolados pela incontornável questão: como vai ser o nosso postal de Natal para 2017?

Esta questão é tão antiga como a própria tradição de oferecer algo aos que nos são mais próximos e estende-se à esfera empresarial. A realidade é que ainda não fomos substituídos por máquinas e seja do frio ou do espírito da época, gostamos sempre de ser surpreendidos por algo que nos aconchegue e motive.

A internet e as tecnologias desenvolvidas nos últimos 20 anos estenderam a sua influência à celebração do Natal, e a maior parte das empresas optam por criar os seus postais digitais que são facilmente distribuídos por clientes, fornecedores e parceiros. Não podemos contornar as vantagens do postal digital e naturalmente, as mais significativas são os custos entre produção e distribuição deste conteúdo. Por outro lado, tendo em conta que a maioria é entregue via e-mail, podemos acabar por passar despercebidos já que conhecemos bem os hábitos de abertura de e-mails de muitos utilizadores e corremos o risco que o nosso e-mail seja só mais um postal de Natal.

O postal digital é seguramente a escolha de muitas empresas, e achamos até que para empresas como estúdios de design ou animação é o caminho mais acertado, porque além do postal em si, algumas empresas têm uma oportunidade de mostrar os seus pontos fortes com a criação do postal.

Por oposição ao postal digital, encontramos ainda muitas instituições que optam por ofertas físicas, normalmente compostas pelo postal e uma outra peça. Em relação aos postais digitais, as ofertas físicas têm custos de aquisição/produção superiores aos de um postal digital, bem como custos de envio. Além dos custos acrescidos, as tendências minimalistas dos últimos anos estenderam-se aos espaços profissionais e os objectos decorativos sem utilidade foram perdendo cada vez mais espaço em favor da decoração funcional.

Ainda assim, ainda encontramos muitos profissionais para quem o gesto físico é indispensável nesta altura do ano. A nosso ver, e para que estas ofertas não tenham destino semelhante ao de um postal digital, a escolha da oferta deve ser tão original quanto os limites da criatividade. Os cabazes de Natal, os bolos-reis e as garrafas de vinho estão datados e os próprios hábitos de consumo alteraram-se muito, e um bolo-rei pode não ser consensual. O sucesso de uma oferta física depende muito mais da sua originalidade, e da sua função ou propósito. Se optar por um presente físico, lembre-se que há inúmeras instituições de solidariedade e projectos de acção social e/ou ambiental que produzem criações especialmente para esta época que podem encaixar perfeitamente no seu conceito de oferta de Natal. Escolhendo uma destas opções, não só está a espalhar a mensagem da instituição, como o impacto e a relevância da oferta ganham uma outra dimensão.

Qualquer que seja a sua opção final, será um conceito forte e a criatividade por trás da lembrança que vão ser responsáveis por impedir que o sua oferta acabe no balde virtual (ou não) da reciclagem.

Boas Festas!

 

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