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O Facebook vai mudar – o que esperar?

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Hoje acordámos com uma publicação do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, uma mensagem que deixou muitos marketers e empresários vagamente ansiosos. O feed de notícias vai mudar e o algoritmo do Facebook vai privilegiar o conteúdo partilhado por utilizadores e grupos em detrimento do conteúdo de marcas, empresas e media.

O espanto parece exagerado – na realidade, já em Dezembro o Facebook publicara um artigo a advertir para as mudanças que iam acontecer em relação ao alcance orgânico de publicações que recorriam à técnica de engagement bait. Esta é uma abordagem que foi amplamente utilizada no passado, com conteúdos a apelar a uma interacção forçada com as publicações, que passam por pedir comentários específico, marcar amigos ou escolher determinadas reacções em função de opções sugeridas.

Esta estratégia provou-se útil durante muito tempo para muitas marcas e empresas no Facebook, já que o número de interacções (mesmo que pouco significativas em termos de conteúdo) era combustível para o motor do alcance orgânico.

Se em Dezembro o Facebook fez saber que ia penalizar o alcance orgânico para este tipo de publicações, a mensagem de hoje vai além disso. Mark Zuckerberg defende que o Facebook é um espaço para conversas importantes, que pode tornar melhor a vida dos seus utilizadores. Para dar mais espaço a essas conversas, Zuckerberg entende que é preciso limpar um certo ruído de fundo. Este ruído é nada mais que o conteúdo das marcas, empresas e órgãos de comunicação que operam na plataforma. O espaço deixado livre pelas publicações deste tipo de páginas vai ser ocupado por publicações dos nossos amigos e de grupos dos quais façamos parte.

O que podemos esperar que realmente mude? O alcance orgânico é para muitas páginas um oásis no deserto, já não é novidade que as taxas diminuem em bases regulares, mas devemos esperar um impacto maior nas próximas semanas.

O verdadeiro desafio está colocado aos produtores de conteúdos, já que esta mudança trará consigo a necessidade de estratégias mais criativas e arrojadas para termos um impacto efectivo e positivo nos utilizadores. As fontes de informação vão ter que ser cada vez mais fidedignas (as eleições Norte-Americanas de 2016 serão para sempre uma pedra no sapato do Facebook), e as conversas geradas pelas marcas e outras empresas terão que ser muito mais cuidadas e focadas em passar informação valiosa nos seus conteúdos para ganharem mais exposição e poderem alcançar mais utilizadores através de partilhas e interacções.

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