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Em que redes sociais deve a minha marca estar presente?

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Esta é uma das questões que os proprietários de qualquer negócios mais se colocam no momento de criar as suas estratégias digitais. Em que redes sociais devemos estar? Vale a pena estar no maior número de redes possíveis, ou devemos apostar tudo no mesmo “cavalo”?

Alinhar a nossa presença social com a relevância que pretendemos atingir junto dos nossos públicos é fundamental. Tendo em conta que os públicos se distribuem também por várias plataformas, poucos negócios têm os seus públicos concentrados exclusivamente numa única rede social. É necessário avaliar a distribuição dos utilizadores pelas plataformas e as mais valias de cada rede, de forma a calcularmos qual a que nos pode trazer mais vantagens e onde podemos jogar as nossas fichas.

Para facilitar esta escolha, fizémos uma análise rápida das principais redes sociais e que o podem ajudar a enquadrar a sua marca no contexto de cada rede social.

Facebook
Não dá para ignorar os dois biliões de utilizadores do Facebook ou o interface cada vez mais intuitivo que as equipas lideradas por Mark Zuckerberg desevolveram. Qualquer empresa, seja qual for a sua área de actuação pode beneficiar da presença no Facebook. As páginas são cada vez mais completas comparando com a realidade de há poucos anos atrás, com a inclusão de secções mais interactivas que personalizam e potenciam os negócios (como a secção de loja, por exemplo). Além disso, o funcionamento relativamente simples da plataforma de publicidade do Facebook é uma mais-valia enorme para o Facebook em comparação com outras redes.

Instagram
O irmão mais novo do Facebook já conta quase com um bilião de utilizadores, e o crescimento desta rede social foi o mais acentuado nos últimos dois a três anos. Focada somente em mobile (não são possíveis carregamentos a partir de computadores), é uma das redes mais populares entre os millennials (17 aos 35 anos de idade), que representam também uma larga faixa dos utilizadores de social media, e são caracterizados por serem uma geração com hábitos fortes de consumo através de meios digitais (websites e apps). Sendo uma rede social com uma forte componente visual, áreas de negócio como a restauração, a moda ou a indústria da hotelaria e viagens beneficiam muitíssimo das características do Instagram. Adquirida pelo Facebook, partilha o interface de gestão de anúncios e embora não seja a plataforma com as melhores taxas de conversão, é uma excelente “bengala” para branding e levar a nossa marca mais longe.

Snapchat
A identidade do Snapchat dá um sentido de urgência e requer timing perfeito e resposta imediata. A efemeridade dos conteúdos partilhados no Snapchat exige uma gestão meticulosa do tempo, sendo que este é o principal contra da plataforma. Em termos de relação com os utilizadores, pode ser extremamente positivo para as marcas interagirem em tempo real com os seus consumidores e aproveitarem o eco que estas interacções normalmente ganham. Os snapchats não sobrevivem dentro da plataforma e não deixam rasto público. As interacções mais relevantes sobrevivem por captura e transitam para outras redes sociais.

Twitter
A principal vantagem do Twitter é que se tivermos 100 seguidores, a nossa mensagem vai chegar a esses 100 seguidores. Se tivermos 100 mil seguidores, a mensagem vai chegar a esses 100 mil seguidores. Não existe um algoritmo no Twitter que troque as voltas ao alcance orgânico como acontece no Facebook. O limite de caracteres é para nós uma das características mais relevantes do Twitter. Ao estarmos limitados, somos obrigados a criar conteúdo claro e directo, sob pena de ser penalizado por falta de clareza e ficar condenado a perder-se num oceano de re-tweets. Quando olhamos para o Twitter, é óbvio que esta rede social foi concebida para comunicação e partilha de conteúdo rápida e directa. Não é por isso de espantar que muitas marcas o usem também como primeira linha dos seus serviços de apoio ao cliente. Sem grande expressão no mercado português, não é uma rede a descartar se trabalharmos com mercados internacionais.

Pinterest
Uma das vantagens centrais do Pinterest é a sua imensa capacidade de gerar tráfego. Cada imagem que escolhemos para os nossos pinboards vai estar sempre associada ao seu url de origem. O Pinterest é uma das redes sociais mais interessantes, porque dá às marcas várias possibilidades de teste completamente (quer a nível de produto e/ou serviço e experiência de utilizador) gratuitas. Todos os painéis são públicos, por isso qualquer utilizador pode chegar à nossa marca quando acede à plataforma. As taxas de conversão do Pinterest são bastante animadoras, e o público mais relevante da plataforma é composto por mulheres com menos de 45 anos. Se o seu negócio trabalha este grupo de utilizadores, então o Pinterest pode ser a rede mais indicada para si.

LinkedIn
A rede profissional por excelência é ideal para quem trabalha numa lógica B2B. Para as empresas, pode ser uma excelente maneira de difundir o seu conteúdo, uma vez que podemos usar o próprio feed do LinkedIn e criar e partilhar conteúdo em vários formatos. Mais do que a exposição que as empresas ganham com a presença no LinkedIn, uma das principais vantagens desta rede social é a informação que podemos ir recolhendo sobre a indústria em que trabalhamos, os nossos concorrentes, parceiros e outras empresas que podem representar um extra para a nossa actividade. Aumentando a visibilidade das empresas, pode aumentar também a sua credibilidade. O LinkedIn é de uma especificidade tão elevada que os seus utilizadores são menos propícios a distracções decorrentes do “ruído de fundo” sobre outros assuntos e a multiplicidade de conteúdos presentes (profissional vs. lazer, como acontece nas redes sociais mais genéricas).

O que devemos lembrar é que embora não possamos excluir a nossa presença nas redes sociais, não é necessário ter uma presença excessiva, ou estar em todas as plataformas disponíveis. Devemos estar sim naquelas que podem ser mais relevantes para a nossa marca e as que nos trarão mais oportunidades de negócio. Para aumentar o potencial de negócio, o posicionamento de cada marca e a análise cuidada dos grupos que queremos alcançar deverão ser o ponto de partida para as primeiras escolhas.

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