Diagonal Design

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Vento Sónico

Crítica de música e concertos

21 Swings

Em Montreal, no Canadá, as pessoas que passavam pela Quartier des Spectacles encontravam a instalação 21 Balançoires.
A instalação, criada pelo coletivo Daily Tous Jours, era feita de 21 variações musicais pré-gravadas com xilofone, piano, viola e outros. Cada baloiço, quando era posto em movimento, acionava notas diferentes. Se todos os baloiços fossem acionados juntos, ouvia-se, então, uma peça musical.

Source: Daily Tous Jours

Shugo Tokumaru – “Katachi”

Pop star japonês Shugo Tokumaru acaba de lançar recentemente o álbum “In Focus?”. O vídeo do novo single “Katachi” é algo deliciosamente hipnótico, inteiramente em stop-motion animado com formas de corte de papel.

Da autoria da dupla Katarzyna Kijek e Adamski Przemysław.

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source: Pitchfork

Ok Go: Needing/Getting

A banda ‘OK Go’, que já nos deixou habituados aos seus videosclips super originais, tem um novo videoclip para a música ‘Needing/Getting’. E mais uma vez, conseguiram exceder as expectativas: mais de 1000 instrumentos foram usados numa área de cerca de 3 km.
É ver para crer:

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Uma cover original

Um grupo de amigos juntou-se à volta de uma guitarra e decidiu fazer uma cover da música ‘Somebody That I Used to Know’ de Gotye.
A ideia não parece ser original, tirando a parte em que os cinco tocam ao mesmo tempo… com a mesma guitarra! Um excelente trabalho de equipa.

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“Have You Seen My Sister Evelyn”

Quem não faz de vez em quando desenhos nos vidros embaciados, nos dias de chuva e frio? brrrr…

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by Evelyn Evelyn. | Produced by Amanda Palmer & Jason Webley

Brands Like Bands

 

No próximo dia 21 de Outubro, o Espaço BES Arte & Finança, em Lisboa, vai receber, por volta das 14h30, a terceira edição da Conferência “Brands Like Bands”. O evento pretende dar ritmo a marcas, marketeers e músicos que terão oportunidade de debater a importância da inovação e da criatividade no contexto socioeconómico actual.

“Tocá Rufar na Crise” é o claim desta edição, que apresenta em Lisboa um vídeo gravado pelo canadiano, Steve Jones, autor do livro “Brand Like a Rockstar”. Entre os oradores estarão nomes como Carlos Coelho (Ivity Brand Corp), Jwana Godinho (Música no Coração), Diogo Dias (MTV e Klepht), Renato Póvoas (Guess What PR/Identidade Digital) e Miguel Muñoz Duarte (iMatch, Ignite Portugal).

Site: http://amarcax.com/

source: Briefing

OK Go – This Too Shall Pass

Há uns anos atrás os OK Go lançaram o seu single “Here It Goes Again” que veio acompanhado de um videoclip muito original em que os membros da banda dançavam em cima de passadeiras rolantes.

Agora em 2010, os OK Go presenteiam-nos com outro videoclip muito original do seu single “This Too Shall Pass”:

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Lula Pena e Norberto Lobo

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MÚSICA 26 Set Lula Pena e Norberto Lobo
sáb 21h30 | 60 min.

Os que tiveram a oportunidade rara de os ouvir, pediram e eles
aceitaram. Lula Pena e Norberto Lobo voltam a cruzar-se, em palco, para
mais um concerto excepcional e intimista. Apresentam um discurso
conjunto, construído por acaso, que une o trabalho lírico, vocal e
espiritual de Lula Pena às poéticas viagens internas e espiraladas de
Norberto Lobo.

Voz e viola Lula Pena
Guitarra Norberto Lobo
Produção Filho Único

Alma Mahler ou a vingança de pandora.

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Bela, criativa e apaixonada, Alma Schindler (1879-1964) seria a mulher perfeita não fora a tendência suicida para se perder de amores por homens do seu nível intelectual. Logo aos 22 anos cometeu o erro da sua vida, ao casar com o puritano Gustav Mahler, que lhe disse isto assim: “Doravante terás uma única vocação: fazer-me feliz”. Com esta máxima lapidar, pretendia o ajuízado maestro impedir que a sua mulher se transformasse numa rival, e desatasse para ali a escrever música da boa – humilhação suprema para o director da Ópera de Viena. Alma, claro está, nunca deixou de compor, e tudo o que o fascismo colérico do marido conseguiu obter foi a infedilidade de sua mulher (o arquitecto Gropius – um dos fundadores da “Bauhaus” – não se importava nada com as partituras da sua bela amante), e uma separação dolorosa que o tornou cliente habitual de Sigmund Freud. Com a morte do marido, em 1911, Alma casa com Walter Gropius, para dele se separar logo de seguida e de pronto fazer vida comum com o pintor Oskar Kokoschka. Ainda assim, a bela musa não concluía o seu espólio de corações destroçados. Rompe com Oskar e casa com o poeta e novelista Franz Werfel. Entrementes, envolve-se em amizades mais ou menos coloridas com outros génios do século XX como Gustave Klimt, Bruno Walther ou Arnold Schönberg. É claro que no meio de todos estes romances com todos estes monstros da cultura europeia, ficou difícil deixar obra, mas Alma vingou-se afinal do machismo medieval destes homens que nunca reconheceram nela mais do que a ninfa danada das suas paixões, e podemos hoje considerar que sem a sua tentacular presença algo ficaria a faltar à história da música, da arquitectura, da psicologia e das artes plásticas do Século XX.

Still raining, still dreaming

Acaba de ser lançada a edição comemorativa dos 40 anos do imortal album “Electric Ladyland”.  Para quem não está familiarizado com a discografia de Jimi Hendrix, este foi o terceiro LP lançado pelo grupo “Jimi Hendrix Experience” e o último antes do génio nos deixar.

Trata-se de um LP com 4 lados, que consagra, definitivamente, Hendrix como guitarrista excepcional, letrista sensivel e incomparável compositor.

Esta edição vem acompanhada por um DVD imperdivel. Um documentário estórico onde são entrevistados os dois produtores que trabalharam com Hendrix durante a gravação do albúm. São recolhidos, também, depoimentos de amigos e músicos que participaram no LP. Ao longo do documentário vamos assistindo à desconstrução do mito que foi construido à volta de Hendrix, tornando-o cada vez mais humano…sendo que quanto mais a sua dimensão humana se torna clara, menos humano ele nos parece.

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Together Through Life

Dia 28 de Abril é a data de lançamento do novo albúm de Bob Dylan “Together Through Life”.

Até lá é possivel ouvir a faixa “Beyond here lies nothing” no site http://www.bobdylan.com

Poeta, rocker psicadélico, actor, cantor folk, country e gospel…polémico, incontornável, irrelevante, inspirador e decepcionante. Dylan já foi isto tudo. Figura de culto para os seus pares e para o público. Um albúm novo de Bob Dylan será sempre um dos factos marcantes de 2009.

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Clapton&Lennon&Keith&Mitchell

Uma pequena pérola imperdivel directamente de 1968, senão vejamos: Lennon na guitarra e a cantar, Eric Clapton no auge da sua aura de divindade na guitarra solo, Mitch Mitchell que era só o baterista da Jimi Hendrix Experience e Keith Richards no baixo. Isto era seria como assistir a um jogo em que Beckembauer, Pelé, Cruiff e Eusébio jogassem todos na mesma equipa.

Para os aficionados dos Stones é muito interessante assistir à performance de Keith no baixo.

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Stop and Hear the Music.

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São 7:51 de sexta-feira, hora de ponta matinal, um indivíduo desce na L’Enfant Plaza, estação de metro do centro federal de  Washington, encosta-se à  parede próximo entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa. Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos transeuntes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, interpretou peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam 1000 dólares.
A experiência, gravada em ví­deo, mostra homens e mulheres de andar rápido, copo de café na mão, telemóvel ao ouvido, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post pretendia lançar um debate sobre valor, contexto e arte. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de glamour. Somente uma mulher reconheceu a música…

Apertadinhos, mas brilhantes.

Ao contrário do meu estimado confrade João Ferreira, não acho nada que os anos 2000 tenham sido de escasso mérito musical. Muito pelo contrário, o que não falta para aí são bandas de cinco estrelas e obras de arte pop que nunca mais acabam. Ainda para mais, e conforme é explícito nos dois videos que se seguem, os músicos da actualidade trabalham em circunstâncias bem mais desafiantes do que as estrelas do século XX. Senão vejamos:

Arcade Fire na claustrofobia do elevador.


Vampire Weekend no desconforto da furgoneta.