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Geral

Faça as filhoses.

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É claro que pode poupar tempo e esforço encomendado os doces de Natal numa boa pastelaria, mas eleja pelo menos um doce para ser confecionado em casa. Peça ajuda aos miúdos. A cozinha pode ficar irreconhecível, mas a diversão está assegurada.

Ingredientes:
750 gr. de farinha de trigo
20 gr. de fermento
1 dl de leite
1 colher chá de sal
8 ovos
1 dl. de azeite
1 dl. de aguardente
azeite para fritar
300 gr. de mel
1 dl. de água
açúcar
canela em pó

Preparação: 
Dissolver o fermento no leite morno e juntar um pouco de farinha e o sal. Misturar de modo a obter uma massa branda. Deixar repousar durante 15 minutos.
Deitar a massa num alguidar, adicionar um pouco de azeite e três ovos batidos. Misturar tudo bem, batendo com a mão aberta. Depois, juntar o restante azeite, a aguardente e os ovos que restam, amassando  a massa. Esta deve ficar mais branda do que para o pão. Se necessário, adicionar um pouco de leite.
Abafar a massa e deixar levedar durante 4 horas em local temperado.
Depois, pôr o azeite no lume e com as molhadas em azeite tirar bocados de massa do tamanho aproximado de um ovo, esticar a massa numa rodela o mais fina possível, fazendo buracos com as pontas dos dedos.
Introduzir as filhoses no azeite e, com um garfo comprido, forçar a manter a forma para os lados, esticando-a, pois a sua tendência será de crescer para cima.
Depois de loura dos dois lados, põr a escorrer sobre papel absorvente com muita cautela, pois as filhoses apresentam-se finas e esburacadas.
Fritar toda a massa, deitar o mel com a água num tacho e deixar levantar fervura.
Reduzir o calor e, com ajuda de 2 garfos compridos, passar as filhoses pela calda, ao mesmo tempo que se vão introduzindo em travessas ou panelas e polvilhando com açúcar e canela. Pode omitir-se a calda.

Reúna a família à lareira.

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Desligue a televisão e o computador, esconda os telefones e os ipads e reúna a família à volta da lareira. Leia um poema ou conte uma história. Partilhe com os seus filhos alguns episódios mais interessantes da vidas dos seus antepassados. Discuta o Natal e os valores inerentes à celebração. Ou aproveite simplesmente o momento mais intimista para falar de amor.

Faça a lista de presentes que vai oferecer.

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Uma nave intergaláctica para o Carlinhos. Uma isenção de IMI para a Madalena. Paz na Terra para o Manuel e o fim da fome no mundo para a Maria. 365 double cheese burgers com extra de bacon e sem colesterol nenhum para o Artur. A Biblioteca de Alexandria para o Vítor. Uma caminhada em Marte para a Susana. Uma máquina do tempo para o Francisco…

Escreva uma carta ao Pai Natal.

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Querido Pai Natal.

Serve esta missiva para saber notícias da sua saúde, e do tempo danado que por aí faz. Nós por cá vamos indo benzinho mas muito nos preocupamos consigo e com as correntes de ar polar que são um perigo. Esperamos que se agasalhe e que não saia de casa tantas vezes à noite por cuidados com as renas. A tia Arminda da Vila Boa já acabou as costuras do anoraque que lhe vamos mandar para usar na noite de Natal. É encarnadiço e felpudo e tem um corte à moda de agora, que a Arminda viu numa revista francesa. A propósito de modas, queria pedir-lhe encarecidamente que, em vez das galochas que ficaram prometidas do ano passado (o Paizinho enganou-se na chaminé e deixou-me um par de socas, lembra-se?), se é possível que a minha prenda seja um arco-íris. Um arco-íris para os dias sem chuva. Um arco-íris assim risonho para usarmos em agosto, pelas festas da Senhora da Saudade. Se calhar estou a pedir muito, mas é que dava imenso jeito aqui à aldeia, nem imagina. O meu marido diz que o Pai Natal só oferece prendas em espécie, mas eu bem sei que o Paizinho tem ofícios mágicos e de toda a forma as galochas também são de préstimo, que muito lhe agradeço, se for o caso. A Anita do Coentrão manda cumprimentos e eu envio-lhe dentro do sobrescrito umas flores de chá que são uma maravilha para os resfriados. Sem mais que lhe diga só desejo que se cuide, Paizinho, e cá o espero na madrugada de 25 (deixo os coscorões no forno de lenha – quando chegar ainda vão estar morninhos).

A sua grata amiga, que muito o estima e com beijinhos.

Raquel do Moinho

Encomende o bacalhau e o perú.

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Para não andar com a cabeça à roda nos dias da celebração, o melhor é começar cedo com as rotinas prévias que as festas implicam. Quanto mais tarefas resolver agora, mas tempo vai ter para apreciar e viver o seu Natal com a tranquila intensidade que é aconselhável.

Hoje dedique-se ao presépio.

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Crie um presépio de fazer inveja. Com musgo e pedregulhos e riachos de papel de prata e estrelas cadentes e bois e vacas e cordeiros e pastores e recantos bucólicos. Um presépio com legiões romanas e anjos da Natividade; um presépio com um estábulo acolhedor, adequado à presença de reis e generais e burocratas e rabis e todo o tipo de gente que chega com presentes e saudações para o menino Jesus.